quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O lado B da vida


A verdade é que, quando se cruzaram na vida, ele não acreditava ser possível que uma simples troca de carinhos viesse a interferir tanto no seu comportamento.

Apesar do contexto em que se relacionaram, ele reconhecia que ali estava um ser maravilhoso com quem era agradável partilhar tempo, conceitos e confidências. Ou seja, estar lado a lado como amantes ou como amigos, era indiferente.

E, durante três anos, como foi bom viverem horas de contemplação, de conversa, de partilhas e de prazer, fruto de loucas paixões conspiradas.

Mas, como sempre soube(ram), um fim haveria de chegar: o dia do seu regresso a casa – o dia em que metade dele começou a morrer, devagar (porque sempre na remota esperança de um reencontro).

"Adeus querida amiga. Obrigado por me teres ajudado a tocar o lado B!" - escreveu ele no ramo de rosas da despedida.


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